O que é ZFS
O ZFS é, ao mesmo tempo, um sistema de arquivos e um gerenciador de volumes. Ele verifica a integridade de tudo o que grava (chamado de checksum, uma soma de verificação que detecta dados corrompidos), corrige erros automaticamente e permite tirar fotografias instantâneas dos dados (chamadas de snapshots). Os discos são organizados em pools, e a capacidade utilizável real fica abaixo da teórica por causa de uma reserva interna e da recomendação de não encher o pool até o limite.
Conceitos básicos
Um pool é o conjunto total de armazenamento do ZFS. Ele é formado por um ou mais vdevs, que são grupos de discos com sua própria redundância. A tolerância a falhas do pool vem de cada vdev: se um vdev for perdido por inteiro, o pool inteiro é perdido. Por isso a redundância é definida dentro de cada vdev, e não no pool como um todo.
O que cada campo significa
- Modelo de servidor, Form factor e Número de baias
- Definem o equipamento que hospeda o pool e quantos discos cabem. O Form factor é o tamanho do disco (2,5 ou 3,5 polegadas) e o número de baias vem do modelo, sendo editável apenas na opção Genérico.
- Pools e vdevs
- Aqui você cria os pools e, dentro deles, os vdevs de dados. Cada vdev pode ser um mirror (espelho, cópias idênticas em vários discos) ou um RAIDZ1, RAIDZ2 ou RAIDZ3 (paridade simples, dupla ou tripla, ou seja, um, dois ou três discos dedicados à informação de reconstrução). Há também os vdevs auxiliares, que ocupam baias mas não somam capacidade: o cache de leitura em SSD (chamado L2ARC), o disco de log de escrita síncrona (chamado SLOG) e o disco reserva (spare).
- Alvo de ocupação
- O ZFS perde desempenho quando o pool fica muito cheio. A prática recomendada é não passar de 80 por cento de uso. O valor escolhido é aplicado a cada pool no cálculo.
- Reserva de slop
- É um espaço que o ZFS guarda para si mesmo, para continuar operando mesmo quando o pool está cheio. Essa reserva reduz um pouco a capacidade que aparece de fato disponível no sistema.
- RAM para o ARC
- O ARC é o cache de leitura que o ZFS mantém na memória RAM e é peça central do desempenho. As opções estimam quanta memória dedicar a ele, seguindo regras oficiais (do TrueNAS e do projeto OpenZFS) ou um valor informado por você.
Como ler o resultado
- Capacidade bruta
- A soma da capacidade de todos os discos de dados, antes de descontar a redundância.
- Capacidade utilizável
- O espaço real para os seus dados, já descontando a paridade ou o espelho, a reserva interna e o alvo de ocupação. Aparece em TB (base 10, como o fabricante anuncia) e em TiB (base 2, como o sistema mostra).
- Tolerância a falhas e Eficiência
- Quantos discos podem falhar sem perder dados e qual fração da capacidade bruta vira utilizável.
Tipos de vdev
- Mirror: espelha os discos do vdev, com ótimo desempenho e recuperação rápida. Usa metade da capacidade (ou menos, com mais cópias).
- RAIDZ1: reserva um disco para paridade no vdev e tolera a falha de um disco.
- RAIDZ2: reserva dois discos para paridade e tolera duas falhas. É o mais recomendado para discos grandes.
- RAIDZ3: reserva três discos para paridade e tolera três falhas, indicado para vdevs com muitos discos.